Este espaço é destinado à reflexões sobre Tarô, Oráculos e Espiritualidade.

"Uma viagem pelas cartas do Tarô, é uma viagem às nossas próprias profundezas." Sallie Nichols em Jung e o Tarô


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quinta-feira, 30 de março de 2017

Conselho para o fim de semana: Arcano O Louco



Conselho para o fim de semana: Arcano "O Louco"


"Você deve hoje estar aberto a tudo. Passe dia da forma mais descontraída possível, não leve nada muito a sério e encare até os "acontecimentos mais insólitos" com uma divertida curiosidade. Quanto menos você se prender a idéias às quais está habituado e às experiências já testadas e comprovadas, mais excitante e incomum será seu dia. Caso chegue à conclusão de ter hoje de recomeçar um determinado assunto do zero, então ouse um começo incomum, mais despreocupadamente possível. Permita-se, ao menos uma vez, um pouco de "loucura"!" 

Texto: Tarot de Crowley. Hajo Banzhaf & Brigitte Theler
Imagem; Steampunk Tarot Card: The Fool 


Não esqueçam que temos atendimentos com Tarot, Baralho Cigano, Runas, Leitura na Borra de Café e outros oráculos, pra saber mais é só falar com a gente inbox... venha fazer uma consulta e vamos ver o que os oráculos têm a revelar… é só me contatar por aqui facebook.com/danlando92 


Te espero lá!






quinta-feira, 8 de setembro de 2016



Que tal pensar as coisas de forma mais positiva??

Sim, fácil dizer, difícil fazer...mas será que é impossível?

Se formos só pensar que o mundo está caótico e que as coisas não dão certo nunca porque nesse mundo tudo é difícil, garanto que as coisas serão ainda mais difíceis do que já aparentam ser. 

Vamos fazer um teste então? Passar um dia prestando atenção aos nossos pensamentos e ver a frase que a gente mais repete durante o dia. E, no dia seguinte, modificar isso. Depois de fazer esse exercício verifique o que mudou. Claro, as coisas às vezes podem mudar de um dia pro outro, mas geralmente não é assim que acontece. Então espere e veja o acontece. 

Vejo muitas pessoas repetindo frases/expressões negativas como: "nossa, tenso mesmo", "ahh nesse mundo nada é fácil", "sou pobre mesmo"... e tantas outras que a gente nem se dá conta, e a gente reafirma isso com tanta convicção que se torna nossa mais densa realidade. Não digo pra vivermos num mundo imaginário, como se tudo fosse um mar de rosas. Mas, se não soubermos lidar com os espinhos, nunca chegaremos a sentir os odores perfumados da rosa que desabrocha aos poucos... #ficaadica palavra tem poder!

sábado, 19 de outubro de 2013

Oráculos e Oraculistas: pontes para o desconhecido



"Aconselha-te com os oráculos, mas siga teu próprio coração..." - Píramo e Tisbe.


Nos últimos tempos as artes divinatórias têm ganhado bastante espaço no solo brasileiro, principalmente no que se refere à cartas - seja Tarô, Baralho Cigano (Lenormand) ou simplesmente as cartas comuns de baralhos de jogo.

Oráculos existem há milhares de anos entre povos de diversas etnias e culturas diferentes. Na maior parte dos povos que deram origem às grandes civilizações encontramos a presença de alguma forma de oráculo.

E do que era (é) feito um oráculo?

Existiram, e existem ainda, muitas formas de oráculo, desde pedras, conchas, até moedas, cartas, água, vela, borra de café, enfim, inúmeros oráculos.

A questão é: para que uma consulta ao oráculo? o que me levaria a buscar a orientação de um oraculista?

Aqui precisamos entender a função de um oráculo, senão toda nossa busca será vazia, apenas especulação imaginativa.

Vamos, para isso, voltar no tempo...

Na antiguidade, quando as pessoas buscavam o conselho do oráculo, elas tinham em mente que estavam na presença de alguém muito importante, de muito respeito, pois o oraculista era aquele fazia a intermediação entre ele (o buscador) e Deus. Sim, Deus, ou os deuses – principalmente os do destino.

A ninguém era permitido “se aproximar” diretamente dos deuses, mas somente aqueles que alcançavam certo nível de ética e sabedoria. A estes sim lhes eram revelados os segredos. Eram, por assim dizer, sábios, lúcidos. Os oraculistas eram extremamente respeitados, e o que fosse revelado numa consulta era acatado de pronto.

Em algumas culturas existiram oráculos que apenas as mulheres tinham acesso, como pro exemplo as runas – oráculo originário dos povos nórdicos e que nos chegou através dos vikings. Somente a mulher nesta sociedade tinha o direito de “jogar runas”, isto fazia parte das funções femininas nestas tribos.

Com o passar dos séculos outras artes divinatórias foram sendo criadas (ou reveladas), formando outros tipos de sistemas oraculares. Embora, as antigas artes continuaram a ser praticadas, mesmo com o domínio cristão na Europa durante todo o período medieval – há que se levar em consideração que famílias e grupos inteiros de pessoas não abandonaram muitas de suas práticas consideradas pagãs, o próprio cristianismo se mesclou com várias destas culturas, aliás foi o sintetizador entre estas e a cultura romana.

Hoje, quando pensamos em oráculo ou artes divinatórias é comum imediatamente pensarmos no Tarô. O Tarô como oráculo se disseminou principalmente durante os séculos XIX e XX. Ninguém sabe ao certo sua origem, muitas especulações pouco prováveis, o que temos são documentos do século XIV que citam jogos de cartas que eram jogados (não de forma oracular).

Tanto Tarô como Quiromancia (leitura da mão) caminham juntos, e muitas veze são associados, graças ao povo cigano, famoso por suas cartomantes e quiromantes. Aqui é bom lembrar que o Tarô, embora faça parte das tradições ciganas, não foi criado ou revelado por este povo, erro comum que muitos cometem.

Infelizmente estas e outras artes divinatórias acabaram assumindo uma forma pejorativa, visto o número expressivo de charlatães que encontramos “pelas estradas” e que brincam com a boa fé das pessoas.

Porém, precisamos diferir as coisas: se você foi até um oraculista se consultar, com toda curiosidade e ansiedade do mundo e nada do que ele “previu” aconteceu, não pense que o problema é o Tarô, as cartas, as runas, ou os búzios, ou a borra de café, enfim, e que tudo isso é enganação.

Separe o executor do objeto. O taromante não é o Tarô. Assim, se houve alguma fraude não foi do Tarô, mas pode ter sido do taromante. O pai-de-santo não é o búzio. A astróloga não é o sistema solar, nem os signos.

Os oráculos funcionam sim, como forma de autoconhecimento. Os oraculistas estão aí para lhe fornecer um pequeno mapa que auxiliará no seu crescimento, e sim, lhe auxiliará no seu percurso. Fica muito mais fácil caminharmos quando as luzes estão acesas e nossos olhos estão abertos, mesmo que a luz esteja fraca, ao menos temos uma noção.

Quando o oraculista faz previsões, primeiro que nenhum oráculo que fale do estado da pessoa mostra acontecimentos num prazo muito maior que seis meses; segundo, ao oraculista são revelados fragmentos de uma realidade porvir, não há uma olhada panorâmica completa, mesmo porque, o oráculo mostra aquilo que mais está preocupando o consulente naquele momento.

Sendo assim, nós os oraculistas estamos aqui para sermos pontes. Ponte entre você e você mesmo. Entre você e o Ser que há em você. Entre você e aquilo que está porvir. Entre você e o desconhecido – a verdadeira realidade.

Aquele que não cumpre este papel, ou algo semelhante, não pode ser chamado de oraculista.

E por fim, ouça sua voz interior, ela certamente tem muito a revelar, basta silenciar e ouvir.


Gratidão!

Referências Bibliográficas

Hilário Franco Junior. Estruturas Culturais. Idade Média, o nascimento do Ocidente. Brasiliense.
________________. Estruturas Mentais. Idade Média, o nascimento do Ocidente. Brasiliense.
Ligia Amaral Lima. Iniciação às Runas. Nova Era.
Nei Naiff. Curso Completo de Tarô. Nova Era.
Veet Pramad. Curso de Tarô e seu uso Terapêutico. Madras editora.

Sites consultados:

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Arcano 1 - O Mago



O Arcano da Mística, da Concentração, do Impulso Criado

Compilação de Constantino K. Riemma

O título francês desta carta, Le Bateleur, pode ser traduzido também como Prestidigitador, Malabarista, Pelotiqueiro, Bufão, Acrobata ou Cômico. O termo Prestidigitador talvez fosse o mais adequado ao simbolismo dinâmico do personagem, mas é comum que seu nome seja traduzido do inglês Magician, Mágico ou Mago.

Um prestidigitador, de pé, frente à mesa onde coloca os seus instrumentos, segura uma esfera ou um disco amarelo entre o polegar e o indicador da mão direita, enquanto com a mão esquerda aponta obliquamente para o chão uma vareta curta.

O personagem é representado de frente, com o rosto voltado para a esquerda. [Nas referências aos protagonistas de cada carta, será considerada sempre a esquerda e a direita do leitor]. Usa um chapéu cuja forma lembra o símbolo algébrico de infinito (  ) e seus cabelos, em cachos louros, escapam desse curioso chapéu. Veste uma túnica multicolorida, presa por um cinto amarelo.

Sobre a mesa, da qual se veem apenas três pernas, há diversos objetos: copos, pequenos discos amontoados, dados, uma bolsa e uma faca com a lâmina descoberta ao lado de sua bainha.

O prestidigitador está só, no meio de uma campina árida com três tufos de erva;  no  horizonte,  entre as pernas da figura, uma árvore se desenha contra o céu incolor.

Significados simbólicos


Arcano da relação entre o esforço pessoal e a realidade espiritual. Domínio, poder, autorrealização, capacidade, impulso criador, atenção, concentração sem esforço, espontaneidade.

O ser, o espírito, o homem ou Deus; o espírito que se pode compreender; a unidade geradora dos números, a substância primordial. Ponto de partida. Causa primeira. Influência mercuriana.

Interpretações usuais na cartomancia


Destreza, habilidade, finura, diplomacia, eloquência, capacidade para convencer, espírito alerta, inteligência rápida, homem inquieto nas suas atividades e negócios.

Mental: Facilidade para combinar as coisas, apropriação inteligente dos elementos e dos temas que se apresentam ao espírito.

Emocional: Psicologia materialista; tende para a busca das sensações, do vigor, da qualidade criativa. Generosidade unida a cortesia. Fecundidade em todos os sentidos.

Físico: Muita vitalidade e poder sobre as enfermidades de ordem mental ou nervosa, neuroses e obsessões. Indica uma tendência favorável para questões de saúde, mas não assegura a cura. Para conhecer o diagnóstico é necessário considerar outras cartas.

Sentido negativo: Charlatão persuasivo, sugestivo, ilusionista, intrigante, politiqueiro, impostor, mentiroso, explorador de inocentes. Agitação vã, ausência de escrúpulos. Discussões, brigas que podem se tornar violentas, dado o vigor do personagem. Mau uso do poder, orientação defeituosa na ação, operações inoportunas. Tendência à dispersão nas ações, falta de unidade nos processos e atividades. Duvida. Indecisão. Incerteza frente aos acontecimentos.

História e iconografia


Desde a antiguidade clássica são bem conhecidos esses personagens que ganhavam a vida com suas habilidades.  Seu ofício se combinava frequentemente com a apresentação de danças e a prática do charlatanismo – passavam o seu tempo a vagabundear pelas feiras.

Não há muitas marcas literárias de sua passagem pela cultura europeia, mas, em compensação, foi um personagem de prestígio nas artes gráficas desde os primeiros tempos. As gravações medievais costumam mostrá-lo no desempenho de suas mágicas frente a um grupo de espectadores absortos.

O Tarô suprime as testemunhas e acrescenta detalhes originais (a mesa de três pernas, a posição das pernas e dos braços do protagonista, entre outros), mas o seu parentesco com os registros sobre as feiras é evidente.

Pode-se acrescentar que, no mundo islâmico, o Prestidigitador foi também um personagem de vasta popularidade.

Num sentido mais geral, o Prestidigitador pode ser considerado símbolo da atividade originária e do poder criador existente no homem. Como ponto de partida do Tarô, é também o primeiro passo iniciático, a vontade básica no caminho para a sabedoria, a matéria primordial dos alquimistas, o barro paradisíaco do qual será obtido o Adão Kadmon.

“Se o mundo visível não passa de ilusão – pergunta-se Oswald Wirth – o seu criador não será o ilusionista por excelência?”

Neste plano, o Prestidigitador identifica-se com a materialidade do ser criado, até que o demiurgo e a criatura tornam-se o mesmo: certamente há aqui um sentido psicológico, para o qual a identidade é produto da experiência pessoal (o homem é o resultado das suas próprias ações). Desta maneira, pode-se interpretar a supressão da quarta perna da mesa como representativa do ternário humano no mundo (espírito-psique-corpo).

Uma das especulações em torno do personagem do Arcano I pode ser estabelecida a partir da sua atividade intensa, de seu dinamismo sem repouso (produto de seu caráter de intermediário entre o sensível e o virtual), atributo que o relaciona de modo estreito ao simbolismo de Mercúrio.

Nesse sentido, a vareta que traz na mão esquerda seria a simplificação do caduceu, assim como seu estranho chapéu corresponde quase exatamente ao capacete alado da divindade. Seu nome grego significaria “intérprete, mediador”, o que confirmaria essa hipótese.

Muito já se estudou sobre o papel fundamental desempenhado por Hermes Trimegisto na história do ocultismo; os alquimistas desenvolveram boa parte de suas sutis investigações em torno do simbolismo de Mercúrio; não é absurdo, portanto, supor que o Tarô tenha sido colocado sob sua invocação.

O arcano do Mago é também relacionado ao Aleph (    ), do alfabeto hebraico, e pode ser associado à ideia de princípio e também ao primeiro som articulável ( a ) que, segundo a tradição “expressa a força, a causa, a atividade, o poder” e seria o paradigma do homem em sua relação com as demais criaturas.

Finte: http://www.clubedotaro.com.br/site/m32_01_magico.asp

terça-feira, 2 de abril de 2013

A Viagem dos Arcanos



A viagem dos Arcanos Maiores é, na realidade, a viagem do Louco, a primeira das 22 cartas, que emerge da caverna maternal e se lança no desconhecido. Todas as cartas dos Arcanos Maiores são ritos de passagem, estágios e processos dinâmicos pelos quais o Louco caminha em sua jornada de crescimento e aprendizagem.

As 22 cartas dos Arcanos maiores compõem uma série de imagens que descreve diferentes estágios de uma viagem.

É a viagem da vida, que todos os homens fazem, desde o nascimento, percorrendo a infância sob a proteção dos pais; depois passando pela adolescência, com os amores, conflitos e rebeldias; mais tarde, pela maturidade, com seus desafios éticos, morais, suas perdas e crises, desespero e transformação, para em seguida despertar com esperança renovada, até chegar à vitória e à realização do objetivo, que, por sua vez, conduz o homem para uma outra viagem.

As mudanças internas durante esse percurso precipitam acontecimentos externos que por sua vez estimulam as mudanças internas.

Ao final da jornada, ele começa outra, pois a cada objetivo atingido, surge uma nova meta, uma outra proposta a ser seguida, pois sempre há um novo ideal, um novo sonho pelo qual batalhar, um novo ciclo que prepara para algo ainda maior.


Fonte: http://www.florijane.com/Antigo%20Site/arcanosmaiores.htm

História do Tarô



Origens do Tarô


    É para a Europa, especificamente o norte da Itália, que devemos nos voltar para encontrar as primeiras manifestações do jogo do 78 cartas que hoje conhecemos pelo nome de Tarot. E, a julgar pelos mais antigos exemplares conservados, as mudanças sofridas ao longo do tempo foram muito menores do que se poderia esperar: os quatro naipes conhecidos hoje são os mesmos dos jogos italianos desde sempre: Copas, Espadas, Paus e Ouros. Além das dez cartas numéricas, as figuras são em número de quatro, para cada naipe: um rei, uma rainha (ou dama), um cavaleiro e um valete. Restam ainda 22 cartas especiais que, de certo modo, formariam um quinto naipe e que os documentos italianos denominam de trionfi (trunfos) e, os franceses, atouts, com o mesmo sentido de trunfo, ou seja, de cartas que se sobrepõem às demais.
Restaram inúmeras cartas de tarô pintadas à mão, do século XV. São os mais antigos legados históricos, que estão sob guarda de museus ou em posse de colecionadores.

Registros concretos


    Não se sabe ao certo a origem das cartas do baralho tradicional. Nem se pode afirmar, com certeza, se o conjunto dos 22 trunfos ou Arcanos Maiores – com seus desenhos emblemáticos – e as muito bem conhecidas 56 cartas dos chamados Arcanos Menores – com seus quatro naipes – foram criados separadamente e mais tarde combinados num único baralho, ou se, desde seu nascimento, tiveram a forma de um baralho de setenta e oito cartas.
    Existe, no entanto, um ponto de concordância entre a maior parte dos estudiosos: raros imaginam que se trataria de alguma manifestação ingênua de “cultura popular” ou de “folclore”. Ao contrário, a abstração das 40 cartas numeradas, bem como as evocações simbólicas dos trunfos, permitem associações surpreendentes com inúmeras outras linguagens simbólicas. Sugerem uma produção muito bem elaborada, um trabalho de Escola.
    A maior parte dos estudiosos consideram os 22 trunfos – os atualmente denominados "arcanos maiores" – uma criação do norte da Itália, como atestam as cartas do Tarot Visconti Sforza. Já as dúvidas aparecem quando se trata do conjunto das cartas numeradas – atualmente conhecidas por "arcanos menores" ou "baralho comum" –, que poderiam ter sido levadas pelos árabes à Europa durante a Idade Média. Existem menções às "cartas sarracenas" em registros do séc. 14.
Baralho pintado por
Jacquemin Gringonneur
     Anteriores às lâminas apresentadas acima, encontramos apenas referências a um “jogo de cartas”. É bastante citado, nos estudos de Tarô, o nome de Johannes, monge alemão que escreveu em Brefeld, na Suíça, que “um jogo chamado jogo de cartas (ludus cartarum) chegou até nós neste ano de 1377”, mas declara expressamente não saber “em que época, onde e por quem esse jogo havia sido inventado”. Sobre as cartas utilizadas, diz que os homens “pintam as cartas de maneiras diferentes, e jogam com elas de um modo ou de outro. Quanto à forma comum, e ao modo como chegaram até nós, quatro reis são pintados em quatro cartas, cada um deles sentado num trono real e segurando um símbolo em sua mão”.
    Há outra menção, ainda no século XIV, embora não tenha restado exemplar algum das referidas cartas: nos livros de contabilidade de Charles Poupart, tesoureiro de Carlos IV, da França, existe uma passagem que declara que três baralhos em dourado e variegadamente ornamentados foram pintados por Jacquemin Gringonneur, em 1392, para divertimento do rei da França.

Variantes

    Numa composição diferente, com 50 cartas divididas em 5 séries de 10 cartas cada, existem vários exemplares do jogo chamado Carte di Baldini (c. 1465), também conhecido como os Tarocchi de Mantegna, nome de um dos mais importantes pintores do norte da Itália no séc. XV.
    Alem de estruturas diferentes, exemplificada com o Tarô de Mantegna, existem inúmeros exemplos posteriores de acréscimo de cartas – como é o caso do I Tarocchi Classici – e de cortes e supressões que acabaram por originar jogos que se tornaram populares: Tarô Lenormand, também conhecido como Baralho Cigano.


Fonte: Clube do Tarô. Autor: Constantino K. Riemma